Marioneta .

Ultimamente tenho-me sentido assim...uma verdadeira marioneta.
Sinto que tudo o que faço é controlado por alguém que quando lhe apetece me puxa com tal frieza e rapidez que tudo pelo que passei é como um simples flash, algo momentâneo, do qual não dá para desfrutar.
Cada vez mais sinto, que estava ‘abandonada’ no meu cantinho, enrolada nas minhas cordas de fio de coco, e que um dia alguém passou por lá, passou e a principio não deu importância mas depois de dar mais quatro ou cinco passos à minha frente, estagnou, deu uma volta de 180 graus voltou a olhar para mim, desta vez de alto a baixo e a observar se tinha algum defeito ou não. O único que tinha era os fios todos entrelaçados no meu corpo. Pegou-me com uma certa delicadeza, com certo receio de magoar ou estragar, pois bem analisada a situação era um desconhecido, não sabia há quanto tempo ali estava a dormitar enrolada em mim própria. Fiquei nas mãos daquele indivíduo completamente desconhecido que fez de mim tudo o que quis. Num momento tinha direito a uma felicidade incontrolável, no momento a seguir, encontrava-me num dos piores cenários de tristeza. Tirava-me tudo o que tinha com um simples movimento de dedos. Incrível como um simples movimento pode tirar-nos tudo em menos de nada.
Odeio esta sensação,
Odeio ser usada para felicidade dos outros,
Odeio ser marioneta,
Odeio que façam de mim um simples adereço com fios de côco, que depende de quem quer que seja para se movimentar.
ODEIO!

2 comentários:

  1. Odeio, todo o tipo de frieza, quando o valor não se sabe ser dado.
    Odeio também quando eu própria não consigo dar outro valor às coisas.
    Odeamos os seus orgulhosos seres, e ainda mais a sua capacidade insignificante que têm de menosprezar, o que de tão pouco pode ser tão valorizado.

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  2. Assusta-me a frieza com que as pessoas conseguem manipular a nossa vida. Umas de forma consciente, outras inconsciente. Mesmo assim é assustador..

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