Sentiu uma vontade gigante, quase que incontrolável de parar tudo o que a rodeava. Queria que o tempo parasse, que o mundo que a rodeia parasse por completo. Que as pessoas não olhassem, julgassem, respirassem. Que apenas ficassem imóveis, congeladas.Queria poder sorrir, olhar fixamente, aproximar-se lentamente , juntar a sua mão na dele e quase sem perceber como, sentir o aconchego e o calor que já não sentia há imenso tempo. Partilar momentos, tempo, trocar sorrisos, carinho..
Pairam-lhe todas as perguntas possiveis e imaginárias na cabeça.. muitas delas sem sentido nenhum, e que sabe que só terá resposta quando estiver frente a frente com ele, mesmo que não lhe sejam dadas as respostas directamente, pois muitas delas não precisam de palavras para se perceberem. Simples gestos e actos falam por si.
Saudades de um sentimento que já não conhece e do qual sente medo. Medo de o interpretar mal, de se magoar.
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