Ela, muitas vezes passeava o seu olhar pelo salão e chocava ainda mais vezes com o olhar dele . Sorria, contudo fugia.. não se percebia a ela própria. Quando não estava a percorrer o salão com o olhar queria fazê-lo, no entanto quando o fazia sentia-se envergonhada e 'fugia' da sua própria vontade. Decidiu voltar costas à sua própria vontade, ficando também de costas para ele.
Sentiu uma mão na sua cintura e com medo de se desiludir não quis olhar, segredaram-lhe ao ouvido 'Dança comigo'. Virou-se com todo o cuidado, pois tinha a cabeça a fervilhar com as hipóteses que tinha de ser ou não quem queria.. Com o coração a mil, sorriu quando parou naquele olhar. O olhar que queria que estivesse mais perto de si, do qual tinha passado a noite a fugir, o olhar que a fazia confundir-se a si própria. Enquanto andavam para o meio daquele salão que estava cheio de pares que dançavam questionava-se a si própria o porquê de estar a ali, de ter aceite aquele convite...
Pararam, e de novo a frente ele sorriu e começaram a dançar..
Pararam, e de novo a frente ele sorriu e começaram a dançar..
Enquanto dançavam, sorriam.. quando ficava mais afastada do corpo dele sentia-se 'sozinha'. A sensação que tinha quando estava perto do seu corpo era de um conforto que nem ela conseguia perceber. Tremiam-lhe as pernas quando ele a puxava e ficava com a sua testa na dele . Sentia uma vontade gigante de sentir os lábios dele... mas rodava, rodava para fugir.
Rodava e sorria.
Rodava e sorria.
Rodava e fixava o olhar dele..
E a música trocava mas continuavam ali.. a quantidade de pessoas que os rodeava pareciam agora uma ou duas ou mesmo nenhuma.
Sentiu as mãos dele 'cercarem-lhe' o a cintura e encostou a cabeça no ombro dele. Sentia um conforto inimaginável e sorria.
Sorria de uma forma totalmente estúpida. Não percebia porque o fazia, apenas se sentia bem ali, com ele... e não queria que a sensação acabasse.
Levantou a cabeça e parou no seu olhar, estagnou e perdeu-se totalmente no verde dos olhos dele e sorriram..
E dançavam...
E ouviu coisas como
'Os teus olhos falam sabias?'
'O sorriso não engana. Eu gsto mesmo de ti.'
'Mas vem para o pé de mim.'
Sonhava enquanto recebia abraços que lhe sabiam sempre pela vida...
E num deles quando parou no seu olhar sorriu-lhe e roubou-lhe um beijo.. Desejava fazê-lo há imenso tempo mas tinha medo da reacção então guardava a sua vontade.
'Beijar-te é único'.
Sentia isto em todos os beijos que roubava ou que ele lhe roubava..
Queria repeti-lo vezes sem conta.
Abraçá-lo mais que nunca até ele dizer 'espera, deixa-me respirar' que fazia-a soltar uma gargalhada..
Dançavam, dançavam e continuam a dançar...
Tornam todos os momentos que têm juntos únicos, especiais, felizes, estúpidos se necessário.
Sabem ser adultos, crianças, responsáveis, irresponsáveis.
Sabem como se completar, como dar conforto, como fazer dar gargalhadas.
Continuavam a dançar e ao roubar-lhe um beijo disse-lhe com todo o sentimento ...
...Amo-te.
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